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Metodologia e fontes

Este teste foi desenhado a partir do documento Fundamentos para um Teste de Identidade Ideológica e Política — Edição Estendida (agosto de 2026), que revisa oito modelos acadêmicos historicamente usados para mapear orientação política, do Diagrama de Nolan (1969) ao Big Five. A conclusão prática desse documento — seguida à risca aqui — foi combinar um eixo de posicionamento tipo Nolan para a apresentação visual, a maior parte das perguntas construída a partir de itens já validados do MFQ (Fundamentos Morais) e do PVQ (Schwartz), e referências como a Pew Research e o World Values Survey como contexto.

Os 3 eixos + 1 perfil explicativo

Eixo Econômico (Estado ↔ Mercado) — escala contínua de -100 (fortemente estatista/redistributivista) a +100 (fortemente livre-mercado). Cobre papel do Estado na economia, impostos, mercado de trabalho, previdência e privatizações/estatizações.

Eixo Social/Costumes (Conservador ↔ Progressista) — escala contínua de -100 (conservador tradicional) a +100 (progressista). Cobre aborto, drogas, LGBTQIA+, religião e Estado, papel da família. O Diagrama de Nolan original mistura essas questões com “liberdade pessoal” num sentido mais filosófico e importado do inglês americano (onde “liberal” significa progressista, não o sentido latino-americano do termo) — por isso este teste usa o rótulo “Costumes”, mais claro para o público brasileiro, e mede posições de política pública concretas, não abstrações sobre liberdade.

Bússola Institucional-Democrática (eixo independente, fora do mapa de 2 eixos) — escala contínua de -100 (tende a concentrar poder / enfraquecer freios institucionais) a +100 (fortalece imprensa livre, independência de poderes, Estado de Direito). Ao analisar os 12 planos de governo, ficou claro que compromisso com checks-and-balances não segue o eixo esquerda-direita: há candidaturas de direita fortemente institucionalistas e outras com tensões institucionais; o mesmo vale à esquerda. Tratar isso como um terceiro eixo — e não como um extremo do losango — segue o modelo de Eysenck (1954), cuja distinção tough-minded vs. tender-minded é ortogonal ao eixo esquerda-direita, evitando reduzir autoritarismo a “coisa de direita” ou “coisa de esquerda”.

Perfil de Valores Morais — camada explicativa baseada na Moral Foundations Theory de Haidt & Graham, que o documento de Fundamentos chama do material “mais indicado para dar profundidade explicativa a um teste, além da simples localização num eixo”. As 8 perguntas da Fase 1 geram um radar de 6 fundações (Cuidado, Justiça, Lealdade, Autoridade, Pureza, Liberdade) respondendo “por que eu penso assim”. Esse perfil não afeta o cálculo de afinidade com candidatos — é uma camada de autoconhecimento paralela.

Cuidado com rótulos carregados de valor

O rótulo “estatista” do quadrante Nolan original é percebido por parte da ciência política como carregado de valor. Por isso este teste evita rótulos de quadrante do tipo “estatista/libertário/autoritário” e usa nomes descritivos e neutros para as posições no mapa — Reformista Social, Liberal Progressista, Tradicionalista Popular, Liberal Conservador e Pragmático de Centro.

Limitações

Nenhuma nota atribuída aos candidatos é fruto de instrumento psicométrico validado — é leitura interpretativa de documentos de campanha, sujeita ao viés de quem lê e à própria natureza retórica desses textos. Os pesos das perguntas foram atribuídos por especialistas em ciência política e comunicação, não validados estatisticamente — a mesma ressalva que se faz sobre o quiz de Nolan original.

Ao ler os 12 planos de governo, a pesquisa encontrou que 7 dos 12 documentos são silenciosos ou quase silenciosos sobre temas clássicos do eixo social (aborto, LGBTQIA+, drogas, religião no Estado). Isso é um achado genuíno da pesquisa, não uma falha do teste — e por isso o eixo Social de qualquer candidato com confiança “baixa” é excluído do cálculo de afinidade com você, em vez de tratado como neutro.

Seguindo a recomendação do documento de Fundamentos sobre Jost, Glaser, Kruglanski & Sulloway (2003) — que ligou conservadorismo a maior necessidade de estrutura e menor tolerância à incerteza — este teste nunca apresenta essa ou qualquer teoria explicativa controversa sem também mencionar a crítica correspondente: Greenberg & Jonas (2003) argumentam que rigidez cognitiva e resistência à mudança podem aparecer nos dois extremos do espectro político, a depender do contexto, não apenas em um lado. Por isso as 6 fundações morais são tratadas aqui como diferenças, nunca como déficits de um lado ou de outro.

Privacidade e LGPD

Opinião política é categoria de dado sensível pela LGPD (art. 5º, II). Por isso todo o cálculo de pontuação, afinidade e seleção de trechos continua rodando inteiramente no seu navegador — suas respostas ao teste em si nunca são enviadas a um servidor. O link de compartilhamento opcional serializa suas respostas comprimidas na própria URL, em vez de gravá-las num banco de dados.

O site coleta, sim, dois tipos de dado de identificação, sempre com consentimento explícito (caixa marcada no formulário): (1) o email que você deixa para liberar as vídeo-aulas na página inicial; e (2) nome, idade, sexo, email e cidade, pedidos na primeira página da pesquisa, antes das perguntas do teste. Esses dados vão para uma planilha controlada pela equipe do GPS Político — não são vendidos nem compartilhados com terceiros — e, no caso da pesquisa, ficam associados ao resultado do seu teste (mapa político, perfil de valores e candidato mais próximo) para fins de análise agregada. Você pode pedir a exclusão dos seus dados a qualquer momento entrando em contato com a equipe do GPS Político.

Este é um teste educativo e não substitui pesquisa científica validada nem constitui recomendação de voto. As posições dos candidatos foram resumidas a partir da leitura de seus planos de governo oficiais.

Fontes acadêmicas

Nolan (1969/1971); Maddox & Lilie (1984); Eysenck (1954); Christie (1956); Rokeach (1960); Pew Research Center, Beyond Red vs. Blue: The 2026 Political Typology (10 jun. 2026); Graham, Haidt & Nosek (2009); Iyer, Koleva, Graham, Ditto & Haidt (2012); Atari, Haidt et al. (2023); Schwartz (1992, 2012); Piurko, Schwartz & Davidov (2011); Inglehart (1990); Inglehart & Welzel (2005, 2011); Inglehart & Norris (2004); Jost, Glaser, Kruglanski & Sulloway (2003); Greenberg & Jonas (2003); Gerber, Huber, Doherty et al. (2010, 2011); Hibbing, Smith & Alford (2013).

Planos de governo usados como fonte

Todos os trechos citados nas páginas de candidatos são transcrições literais dos seguintes documentos oficiais, lidos em agosto de 2026:

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